A casa que a alma mora…
Como está?
Está limpa e cheirosa, iluminada pela luz quente do sol?
Ou escura, fria e silenciosa sob o peso do descuido?
Será o reflexo da casa em que vivemos também o reflexo da casa que habita nossas almas?
Se assim for, o que fazemos para que ela melhore dia após dia —
para que um dia se torne, quem sabe, um lar quase perfeito?
E o mundo — será ele a casa de todas as casas onde as almas moram?
Se for, como estarão seus recantos, revelados ou escondidos pela escuridão do descaso de algumas almas que o habitam?
Seremos todos ligados de alguma forma?
Penso que sim…
Se eu cuidar da habitação da minha alma, estarei iluminada e fortalecida,
para que a minha luz, unida à de outras almas despertas,
possa ajudar a iluminar o mundo —
não com palavras apenas,
mas com atos de empatia, amor e solidariedade.
Sem a hipocrisia do individualismo,
sem a descrença que apaga a fé
de que talvez — só talvez — exista algo maior e supremo,
que justifique o porquê de estarmos aqui:
encontrando e perdendo almas que, de alguma forma, nos tocaram durante o tempo que passamos neste mundo.
A vida é uma dádiva que nos oferece a oportunidade de gerar outras vidas,
de permitir que novas almas renasçam,
perpetuando nossa existência,
renovando e organizando, em amor e inteligência,
este planeta azul que nos abriga.
Bernadete de Araújo Carney
Ecos do Eterno — Bacayurveda


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